sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Velha Infância...

Dia 18 eu faço 22 anos. Mas não é para que vocêm me deêm "parabéns" que eu estou escrevendo isso não.

O grande motivo desse post é porque, no último sábado dois amigos, quase que de infância se casaram. E parece que a infância passou mesmo, sabe? A ficha de que agora eu sou adulta começou a cair.

Aí eu comecei a lembrar de quando eu era criança, de quando não tinha nada a me preocupar a não ser do que brincar quando voltasse da escola. Aí, na minha rua, as crianças todas regulavam a idade e saíam todas para brincar de pique-bola, pique-alto, pique-pega, vôlei (no portão), pique-bandeirinha e outros, sempre supervisionados pelo Tio Vieira. Brincávamos de vender pulseirinhas, tínhamos (eu, Cássia e Jê) um clubinho só nosso...aaaaaaai..são tantas boas lembranças.

Ai, gente, meu coração até dói.

Mas parece que até então a ficha de que isso realmente já passou há muito tempo, e que é uma realidade tão distante, não tinha caído.

Quando nós somos crianças queremos logo crescer, ir pra faculdade, e quando finalmente crescemos (em idade, maturidade, porque em tamanho eu não cresci muito não) a gente (pelo menos eu) queremos voltar a ser criança.

Coisa de adulto é muito difícil. Se preocupar em achar um estágio, conseguir terminar a faculdade, ver os amigos casarem e pensar em casamento é muito coisa de gente grande, né?!

O jeito é enfrentar a realidade que a velha infância fica só na lembrança, na parte boa da memória e torcer pra ter tantas histórias boas na fase adulta, para sentir saudade quando chegar na terceira idade. Claro, nunca comparando, porque cada fase é diferente e especial de seu jeito.

Adeus infância!
Alô vida adulta!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Conversas de ônibus

Cara, essas conversas de ônibus são muito engraçadas.

Normalmente começam quando uma pessoa senta ao seu lado e, ou você ou essa outra pessoa, pergunta as horas.

Podem começar no ponto de ônibus, e aí depois fica aquela situação constrangedora, quando o ônibus chega você não sabe se senta ao lado da outra pessoa ou se senta em outro lugar, ou dentro do ônibus mesmo.

Uma vez um garoto saiu do lugar dele, sentou ao meu lado para comentar o quanto eu olhava no relógio. Acabou que eu comentei o livro dele e a gente ficou até amigo.

Mas é muito interessante, sabe.

Tem aquelas que não são jogadas fora, aquelas que ou a gente faz com um amigo que está junto, ou alguém faz e a gente ouve (e ri junto).

Eu já presenciei e já fui a idiota.

Certa vez eu e uma amiga (a Jú) estávamos voltando pra casa após a faculdade e era época de natal. Distraídas, nos acabando de rir com outras coisas, eis que uma de nós (eu, para ser mais precisa) digo: "Olha, Jú, a árvore da lagoa. Que linda!". Juliana responde: "Caraca, muito linda mesmo." Passam-se alguns minutos e nós a admirarmos aquela linda árvore. Quando, de repente, eu percebo que aquela era a árvore do MAC, já que Niterói e Lagoa não são na mesma direção, nem nada perto. Começamos a rir e as pessoas em volta com aquele olhar de "que meninas burras" porque nós falando alto e todos ouvindo.

Outra vez, eu no ônibus, também voltando da faculdade, duas meninas cantando a música "Can't live", quando uma resolve cantar uma versão, chamada "Kelly" de algum grupo de forró. Agora me diz, vocês acham que eu consegui me segurar? Claro que não, né?! ahuauhau

E hoje, eis a razão principal do post, voltando eu da faculdade (perceberam que é quando as coisas acontecem, né!?), o trocador, o motorista e um outro trabalhador da mesma empresa estavam simplesmente conversando sobre seus respectivos exames de próstata. Agora me diz, conversa de homem poderia se limitar a futebol, né?! Porque esse assunto já é chato o bastante para se ouvir. Agora.. exame de próstata??? Fala sério, cara!!!

NINGUÉM MERECE!!

Então, gente...

Até!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

É difícil dizer adeus...



Hoje quando abri meu e-mail recebi a triste notícia de que a esposa de um professor morreu. Eu não a conhecia, mas fiquei triste.

E comecei a pensar como é difícil dizer adeus às pessoas.

Você convive com alguém durante muitos anos, ou durante a vida toda e um dia, muitas vezes quando você menos espera, essa pessoa parte. Quando vocês dois tem Jesus no coração você ainda tem a certeza de que a encontrará um dia, mas e quando não?

De um jeito ou de outro é muito ruim.

Mas as perdas, assim como as mudanças sempre nos fazem crescer.

Por exemplo, há pouco mais de um ano perdi meu avôzinho. Alguém a quem amava muito, amo ainda, mas que nem sempre soube dar valor. Hoje sempre que lembro dele, lágrimas vêm aos meu olhos, porque a saudade e a sensação de não ter feito o carinho naquela hora, de não ter dado o abraço naquela outra, ou de não ter dito o "eu te amo" quando senti vontade bate muito forte. Mas a alegria em saber que muitas vezes cuidei dele, fiz o carinho, dei o beijo, também bate. Estranho, né? Mas é possível. Mas é aí que a gente aprende o verdadeiro significado daquele ditado: "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". Porque amanhã, talvez, você possa até querer abraçar, beijar, mas não vai poder.

Ontem mesmo estava vendo um especial no multishow da Mariah Carey (uma das minhas cantoras preferidas) e ela cantou uma música que eu aaaaamo com o Boys II Men que se chama "One sweet Day" e ela fala sobre isso, sobre perder alguém e saber que um dia você vai reencontrá-lo.

Então..vou colocar a letra para vocês:

"Lamento nunca ter dito
Tudo o que eu queria dizer.
Agora é tarde demais para lhe abraçar
Pois você voou para longe
Para bem longe
Nunca imaginei
Viver sem seu sorriso
Sentir e saber que você me ouve
Me mantém viva Viva!

E eu sei que você está brilhando em mim lá do céu
Como tantos amigos que perdemos ao longo do caminho
E eu sei que um dia, um belo dia estaremos juntos

Querida, eu nunca lhe mostrei
Supus que você sempre estaria comigo
Fui indiferente à sua presença
Mas eu sempre me importei
E sinto falta do amor que partilhávamos

Embora o sol tenha sido feito para brilhar sempre igual
Eu sempre procurarei um dia mais iluminado
Senhor meu Deus, eu sei que quando me deito para dormir
Sempre ouvirás enquanto eu oro"

Então..

Aproveite enquanto as pessoas que você ama ainda estão vivas e abrace, beije, olhe, acaricie, diga o quanto elas são importantes para você.

Até!!

domingo, 19 de outubro de 2008

A idiotice é vital para a felicidade




Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.

Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único 'não' realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são; passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

'A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios .Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche.'

(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mudanças...



Mudar...

Segundo o dicionário:
"1. Alterar; modificar; transformar. 2. Pôr em outro lugar; deslocar; remover. 3. Desviar. 4. Substituir; permutar; trocar. 5. Passar (de assunto para outro.). 6. Alterar-se; tornar-se diferente. 7. Transferir-se (de lugar, residência, etc.)"

Chega uma hora da vida que a gente precisa mudar.

Mudar de casa, de estilo, de cabelo, de pensamento, de humor, até algum traço de nossa personalidade. Transformar cada pedacinho de nós.

Mudar porquê queremos, porquê precisamos, seja para nos sentirmos melhor, para conseguir manter uma convivência amigável com alguém, ou por pura questão de sobrevivência mesmo.

Mudanças nem sempre são boas, mas com certeza, sempre nos fazer crescer, amadurecer.

Então, como li em algum lugar:

"Muda, porque quando a gente muda o mundo muda com a gente,
A gente muda o mundo com a mudança da mente".